D’Art – Expressão pelos Direitos: a dança deu voz ao Direito à Habitação

D’Art – Expressão pelos Direitos: a dança deu voz ao Direito à Habitação

A arte tem o poder de sensibilizar, inspirar e mobilizar para causas que dizem respeito a todos. Foi com esse propósito que o Caerus – CLDS 5G de Marco de Canaveses dinamizou a primeira edição da oficina D’Art – Expressão pelos Direitos, integrada nas Oficinas dos Direitos, uma iniciativa que utiliza a arte como ferramenta de cidadania e de promoção dos direitos das crianças e dos jovens. 

Em cada edição, a oficina escolhe um direito para refletir, explorar e partilhar com a comunidade através da expressão artística. Este ano, o direito em destaque foi o Direito à Habitação – o direito de todas as crianças e jovens crescerem num lar seguro, digno e onde se sintam protegidos e a expressão trabalhada foi a dança.

Ao longo dos últimos meses, o Caerus desenvolveu um trabalho contínuo com um grupo de 30 crianças e jovens, promovendo momentos de sensibilização e reflexão sobre o Direito à Habitação. Mais do que aprender uma coreografia, os participantes foram desafiados a compreender a importância deste direito fundamental, refletindo sobre o significado de crescer num lar seguro, digno e onde todas as crianças e jovens se sintam protegidos. 

Este percurso incluiu diversas sessões de trabalho e ensaios, durante as quais os jovens transformaram as suas ideias, emoções e aprendizagens numa linguagem artística capaz de sensibilizar a comunidade. Em cooperação com a AnaStar Academia, foi construída uma coreografia alusiva ao Direito à Habitação, dando expressão a conceitos como segurança, afeto, pertença, dignidade e esperança. 

O culminar deste trabalho aconteceu no passado dia 3 de julho, no recinto da Feira do Marco, onde o grupo apresentou à comunidade um flash mob que surpreendeu o público e deu visibilidade à importância do Direito à Habitação. A apresentação constituiu um momento simbólico de sensibilização, demonstrando como a arte pode ser uma poderosa ferramenta para promover a reflexão e a defesa dos direitos das crianças e dos jovens.

O projeto culminou ainda na produção de um vídeo gravado no Jardim Municipal do Marco de Canaveses, onde a coreografia ganha um novo enquadramento, reforçando a mensagem de que uma casa representa muito mais do que um espaço físico: é um lugar de proteção, estabilidade, afeto e oportunidades para crescer.

Esta iniciativa representa o resultado de meses de envolvimento, aprendizagem e trabalho colaborativo, transformando a dança numa voz ativa pela promoção dos direitos humanos. 

Convidamos todos a olhar para esta apresentação não apenas como uma coreografia, mas como uma mensagem, que, brevemente, vai ser transformada numa campanha de sensibilização. Porque quando a arte fala, os direitos ganham voz.

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